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CONGELAMENTO DE GAMETAS E EMBRIÕES

ARTIGO PUBLICADO EM AGOSTO 2001




Dr. Edilberto de Araujo Filho

Ginecologista
Especialista em Infertilidade

 

   Tem crescido o número de casais, homens e mulheres, que procuram os centros de infertilidade após terem sofrido tratamento quimio ou radioterápico por câncer.

   Com o avanço no campo da radio e quimioterapia tornou-se freqüente a sobrevivência de indivíduos que antes vinham a falecer de câncer. 

  Eles passam, então, a pensar no futuro, se relacionarem afetivamente e o pensamento reprodutivo surge novamente.

   Tanto os médicos quanto os pacientes ainda não estão habituados a se lembrarem da função reprodutiva diante de uma doença grave e muitas vezes letal como o câncer. 

   No entanto temos que nos habituar com isso, visto que o risco de um tratamento como esse lesar irreversivelmente tanto os testículos quanto os ovários é elevado e depende muito do tipo do tratamento e dose do mesmo.

   Estima-se que esse risco varie de 30 a 90 %. 


   A medicina reprodutiva dispõe, hoje , de técnicas e métodos para prevenir e preservar a fertilidade de indivíduos submetidos a esses tratamentos.
   É nossa obrigação mencionarmos isso antes do inicio do tratamento de forma que as medidas adequadas sejam tomadas.

   O congelamento de Sêmen (espermatozóides) e/ou embriões já é mundialmente consagrado.

   No caso do homem, congela-se várias coletas de sêmen (de 5 a 10) em paletas separadas com um meio de congelamento próprio. Não existe limite de tempo para congelamento de sêmen.


   O congelamento de óvulos maduros aspirados em ciclos de fertilização In Vitro não tem demonstrado bons resultados em termos de sobrevivência, fertilização e gravidez pós-descongelamento dos mesmos.

   Os óvulos são muito sensíveis e o choque térmico causado pode alterar a estrutura cromossômica do óvulo.

   Recentemente desenvolveu-se com sucesso um protocolo para congelamento de tecido ovariano. 

   Para se obter fragmentos dos ovários, tem se usado a video-laparoscopia (cirurgia endoscópica) para retirar pedaços do ovário (3-5 cm) , contendo folículos primordiais (“ óvulos “ em estado primitivo). 

   Tais fragmentos são preparados e congelados segundo protocolo definido. Esse tecido pode ficar congelado por período indefinido até a paciente terminar o seu tratamento radio ou quimio-terápico.

   O problema é que o cultivo desses folículos imaturos “ In Vitro “ ainda é experimental e o sucesso na maturação dos mesmos é ruim ainda hoje. 

   Porém, acreditamos que num período muito curto estaremos maturando  " In Vitro " com sucesso óvulos imaturos retirados de fragmentos de ovário.  Do ponto de vista feminino, ainda é mais seguro congelar o embrião formado a partir de óvulo maduro e espermatozóide.

   As taxas de gravidez com descongelamento de embriões varia de 20-30 % em bons centros.

   Os embriões suportam melhor o processo de congelamento e descongelamento, principalmente se for feito de forma lenta.

   Um embrião congelado não tem limite de tempo definido para permanecer congelado. Já foi descrito gravidez com 7 anos de congelamento dos embriões.
   
   O mais importante é termos em mente que hoje podemos oferecer uma alternativa na tentativa de preservar a fertilidade de homens e mulheres que sofrerão um tratamento agressivo como a radio e quimioterapia.

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Dr. Edilberto de Araujo Filho