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Dr. João Gomes Netinho
coloproctologista 

Professor adjunto do Departamento de Cirurgia e chefe da disciplina de Coloproctologia e do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Rio Preto (Famerp)

 

   O câncer de cólon e reto é um dos tumores malignos que mais afeta a população ocidental. Nos Estados Unidos e na Inglaterra é o segundo tumor maligno em incidência e mortalidade.


   No Brasil, segundo estudos do Instituto Nacional do Câncer nas principais capitais brasileiras, está havendo um crescimento assustador na incidência e mortalidade deste tipo de tumor. Tanto nos homens como em mulheres, do 4º e 5º lugar respectivamente, que era a incidência brasileira até pouco tempo atrás, já se aproxima rapidamente das primeiras posições.

   O que está ocorrendo para haver essa mudança? A primeira idéia é a de que, fatores dietéticos relativos ao hábito de se consumir alimentos gordurosos, associados a baixa ingestão de fibras alimentares possam estar relacionados a esse aumento da incidência dos tumores intestinais.

 


  
No entanto, neste sentido, estudos epidemiológicos devem ser realizados no sentido de se detectar, se possível, algum outro agente causal, explica Netinho, pois qualquer pessoa pode ser acometida por esta terrível doença, esporadicamente, com maior probabilidade após os 50 anos de idade.

 


  
Eventualmente pode ocorrer em pessoas abaixo dos 40 anos e até em jovens. Estima-se que 20% dos cânceres colorretais são hereditários. As formas hereditárias são conhecidas no meio médico como FAP (Polipose Adenomatosa Familiar), HNPCC (Câncer colorretal hereditário não polipose) e FCC (Câncer Colorretal Familiar).

 

Saiba mais:
  

Há alguma maneira de saber se podemos vir a ser atingidos por essa doença?


 - A primeira coisa que devemos observar é nossa própria família. Saber se algum parente de primeiro grau (pai, mãe, avós, tios e irmãos) teve a doença. Uma só pessoa pode não ser critério de inclusão. Mas se mais de um membro da família apresentou o câncer no intestino, então o passo seguinte é a realização dos testes genéticos. Se um parente tem a mutação germinativa hereditária (teste positivo), este deve submeter-se à colectomia total profilática. O inconveniente é que estes testes são caros, os convênios e o SUS não cobrem e somente são realizados nos grandes centros.

 

O que devemos fazer para prevenir o aparecimento desse câncer? 


 - Não se sabe exatamente como prevenir o aparecimento do câncer colorretal. Entretanto sabe-se que certos hábitos estão associados a uma maior incidência da doença. Veja por exemplo o hábito alimentar do povo americano, que é excessivamente rico em gorduras animais e alimentos refinados. Isso pode fortemente explicar o porque da alta incidência dessa doença na população americana. Ultimamente, cada vez mais tem se implicado como outro fator predisponente, a vida sedentária.

 


   Em vista disso acredito que seria interessante nós estarmos atentos a esses maus hábitos alimentares, evitando-os sempre que possível, assim como observarmos mudanças no comportamento funcional do intestino principalmente se não houver uma causa evidente.

 


Por outro lado, mesmo que não seja para evitar, mas partindo do ponto de vista que se a doença for detectada precocemente há comprovadamente maior chance de cura, deve-se fazer exames preventivos, com relativa freqüência de acordo com o grau de risco de cada um. Mesmo que os exames para detecção precoce do câncer colorretal, como retossigmoidoscopia e/ou colonoscopia possam ser constrangedores nunca devemos deixar de faze-los quando indicados, pois isto pode significar a diferença entre a saúde e a doença ou o que é pior, entre a vida e a morte.