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ARTIGO: NOVAS TERAPIAS ORAIS PARA TRATAMENTO DA DISFUNÇÃO ERÉCTIL

  ARTIGO PUBLICADO EM JANEIRO 2002

 










Dr. Fernando N. Fácio Júnior
Urologista

 

          O homem sempre desejou poder dominar a capacidade de ter e manter a ereção peniana, bem como melhorar seu desempenho sexual. Sempre houve uma procura por "poções", plantas, chás, medicações que possuíssem a capacidade de rejuvenescer e induzir ou melhorar a ereção e, conseqüentemente, tornar o homem mais viril.

            Estatísticas mundiais indicam que aproximadamente 50% dos homens entre 40 e 70 anos apresentam algum grau de disfunção eréctil. No entanto, ainda uma porcentagem pequena procura atendimento e orientação médica especializada.

          Desde a introdução em 1998, do citrato de sildenafil (Viagra), como uma droga capaz de facilitar o fenômeno da ereção peniana, quando tomado por via oral e começava ai uma verdadeira revolução que modificou radicalmente o tratamento da disfunção eréctil. 

          De maneira oposta ao que acontecia há décadas, o diagnóstico e as causas de disfunção eréctil ficam mais simples de serem identificadas e assim já é possível preveni-las, uma vez que temos como detectar os fatores de risco em pacientes que ainda não apresentaram problemas e modificá-los, existe, por exemplo, condições que desempenham um papel importante nas principais causas de disfunção, tais como: doenças coronarianas, hipertensão arterial, aterosclerose, o diabetes, o sedentarismo, a obesidade e o tabagismo; outros fatores que podem precipitar a disfunção é o uso de medicamentos anti-hipertensivos, diuréticos e drogas que atuem no sistema nervoso central (anti-depressivos, ansiolíticos, soníferos).

          Há diversas opções terapêuticas para o tratamento, além dos medicamentos que atuam via oral, também temos como opção injeções intracavernosas (prostaflandinas, fentolaminas, papaverina), implante peniano (próteses) e o supositório intrauretral (Muse). Não podemos deixar de enfatizar a importância dos profissionais da área de saúde mental (psiquiatra, sexólogos, psicólogos) para melhoria nas condições de tratamento da disfunção eréctil, pois este é um problema de saúde pública, por que afeta o bem estar e a qualidade de vida do casal.
          Pacientes com problemas na ereção podem contar com novos remédios. 
Chegou ao mercado brasileiro no início de outubro o Uprima, novo tratamento para disfunção eréctil, já comercializada na Europa, em países tais como Inglaterra, e Holanda, no Brasil já autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 
O novo remédio é produzido a partir da apomorfina, substância
sintetizada em laboratório. 
A ação erectogênica se dá por mecanismo central (Sistema Nervoso Central), tratando-se de uma droga indutora da ereção.

          O Uprima chegou ao Brasil em forma de comprimidos de 2mg e 3 mg para uso sublingual, isto é, deve ser colocado embaixo da língua. 
A apomorfina provoca ereções em aproximadamente 20 minutos. 
          A forma de ação inicia-se nas células cerebrais, sendo as informações transmitidas através dos nervos da medula até o pênis, onde provoca dilatação das artérias, promovendo bom fluxo sanguíneo para os tecidos do pênis, facilitando e, levando assim, à ereção. 
          O Uprima só poderá ser adquirido com receita médica, que será retida pelo farmacêutico. 

          A outra droga que estará no mercado brasileiro no próximo ano será o protótipo denominado por IC351. Trata-se de um potente inibidor de  fosfodiesterase tipo 5 com grande seletividade, o que torna esta medicacão eficaz e diminui os efeitos colaterais comparados ao citrato de sildenafil (Viagra).
          O Hospital de Base, da Faculdade de Medicina de Rio Preto, foi escolhido para participar de três estudos multicêntricos internacionais para avaliar a eficácia do Uprima e o estudo de IC351. Sob a responsabilidade do investigador principal, professor Fernando Nestor Facio Jr., urologista responsável do ambulatório de disfunção eréctil do Hospital de Base, selecionou-se pacientes com problemas de ereção que foram acompanhados neste serviço e receberam as novas terapias para tratamento da disfunção eréctil, mostrando resultados animadores. Segundo o urologista Fernando Nestor, está ainda longe da terapia definitiva para tratamento   da disfunção eréctil, aquela que resolvesse o problema definitivamente; entretanto, já temos drogas efetivas, que atuam quando o paciente deseja ter uma relação sexual com qualidade e com segurança.