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 ARTIGO : CÂNCER DA PRÓSTATA - UMA DOENÇA SOCIAL

 


Dr. José Carlos Mesquita
Urologista

 

     O câncer de próstata é uma patologia de impacto social, devido ao número de indivíduos que acomete, levando ao afastamento de atividade naqueles que estão em fase produtiva e ainda o custo das terapias propostas, desequilibrando o orçamento familiar, principalmente naqueles que já estão aposentados, sem contar com o comprometimento da qualidade de vida do paciente.


     O câncer de próstata é a patologia mais freqüente em países como os Estados Unidos  e ocupa o quinto lugar no mundo.

     É uma doença que aumenta a sua frequência com o aumento da idade, atingindo níveis altos aos 80 anos (até 80% em autopsias).

     Quanto à raça em países em que as estatísticas são sérias como nos Estados Unidos há uma prevalência maior em negros, assim como uma maior agressividade da doença, principalmente nas manifestações precoce da doença.

     Os japoneses apresentam índices menores, de diagnóstico de câncer de próstata, devido talvez à menor atividade da 5-alfa-redutose nos orientais, uma enzima de conversão da testosterona em dihidrotestosterona.

     A América do Sul apresenta taxas intermediárias de incidência.Dentre as causas não genéticas, a dieta rica em gordura animal é a mais importante, devido a interferência  na não-absorção do beta caroteno (um possível protetor).

 

     A incidência do tumor de próstata é incomum antes dos 50 anos e aumenta com a idade, apesar da taxa de mortalidade devido ao câncer da próstata não acompanhar esta tendência, sendo portanto os tumores nos jovens muito agressivos e consequentemente levando a um aumento na incidência de metástases.

     É claro que quanto mais precoce for o diagnóstico, maior será o impacto social, devido a chance de atingir indivíduos ativos socialmente e além disto, pela maior taxa de mortalidade nestas faixas etárias.

     O diagnóstico precoce ou seja em tumores localizados, nos pacientes com expectativa de vida acima de 10 anos, pode levar o paciente à cirurgia ou radioterapia, que em ambas as situações têm como complicações  possibilidade de incontinência e/ou disfunção sexual;

     Tanto uma quanto outro causam grandes conflitos ao paciente, levando-o em geral ao afastamento do meio social.

     Nas doenças avançadas ou nos pacientes sem condições de tratamento cirúrgico ou radioterápico, os pacientes são submetidos à hormonioterapia que controla a doença sem curar, mas também é acompanhada de impacto social devido as relações adversas como a perda do libido, disfunção erétil, ginecomastia, alteração nos pêlos, hipogonadismo, maior risco de trombose e outros.

     Por este motivo é que o câncer da próstata é uma doença social e deve ser visto pelas autoridades competentes com mais atenção.

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