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Papilomavírus - como suspeitar, diagnosticar e tratar?

 




Dra. Valéria Dória M. Costa

Ginecologia e Obstetrícia
Ultra-sonografia

 

   Diversas publicações revelam que a infecção causada pelo vírus do papiloma humano (HPV),é a mais comum virose de transmissão sexual, sendo que, a partir dos anos oitenta notou-se sua íntima relação com lesões genitais malignas e seus precursores. 

   Nos últimos anos, um número crescente de tipos e sub-tipos de HPV têm sido isolado e identificado, sendo hoje mais de 50 tipos conhecidos.

   O condiloma acuminado, doença sexualmente transmissível conhecida há séculos, é causada por este vírus, porém nem sempre as manifestações clínicas são tão exuberantes.

   Dentre os diversos tipos de HPV, existem aqueles que levam á lesões de vulva, de vagina e de colo de útero.

   As pacientes portadoras do vírus podem manifestar vários sintomas, entre eles: sensação de ardência na vulva, prurido vulvar crônico, vulvodínea ( dor na vulva), dispareunia ( dor à relação), presença de lesões na vulva semelhantes à verrugas, as quais podem aumentar rapidamente de tamanho acometendo toda a genitália, assim como corrimentos genitais por acometimento da vagina e colo uterino.
Os sintomas são muito comumente confundidos com outras causas de prurido vulvar tais como candidíase vaginal, sendo muitas vezes erroneamente tratados como tal.
   Em caso de aparecimento dos sintomas acima, deve-se procurar um ginecologista para correto diagnóstico e tratamento. São realizados para o diagnóstico o Papanicolau, seguido de colposcopia, vaginoscopia e vulvoscopia, exames que detectam a presença do vírus através de lentes de aumento utilizados no exame ginecológico. Através destas lentes pode-se visualizar as alterações sugestivas do HPV, tais como micropapilomatose, epitélios brancos, lesões de colo de útero, entre outros, sendo necessário para a confirmação diagnóstica a realização de biópsia no local da lesão.
   Feito o diagnóstico, deve-se iniciar o tratamento, que depende do local e extensão das lesões, podendo-se realizar a cauterização do colo uterino, laserterapia, uso de substâncias químicas tais como ácido tricloroacético, efurix, podofilina, etc.
   Após o tratamento, deve-se fazer o seguimento rigoroso do local das lesões com o intuito de controle de recidivas, pois é conhecido o potencial carcinogênico do vírus, principalmente em colo uterino. Ou seja, a paciente portadora do HPV não pode deixar de colher o Papanicolau todo ano, pois o câncer de colo é totalmente assintomático no início e pode ser evitado.

   Todas as pacientes portadoras do HPV devem ter seus parceiros avaliados por um urologista pois, se forem portadores da doença devem também ser tratados para que não haja reinfecção.

   Finalizando, devemos lembrar que a infecção pelo HPV é totalmente evitável pelo uso do preservativo, sendo que durante todo o tratamento é imprescindível seu uso.