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Dra. Vincenzina Santangelo

Reumatologista

 

  A osteoporose já se transformou em foco de preocupação de todos os profissionais de saúde, bem como da população em geral, por conta das graves conseqüências provocadas por esta epidemia silenciosa, acarretando uma sensível piora na qualidade de vida.

   A medida mais eficaz ao combate desta doença, é a prevenção, e esta deve ser iniciada na gestação, estendendo-se até a vida adulta.

   Nos primeiros 6 meses de vida, a criança deve ser alimentada pelo leite materno que supre integralmente todas as necessidades nutricionais para um perfeito crescimento e desenvolvimento. 

   A quantidade de cálcio no leite materno, adequada a mineralização óssea nessa fase é de aproximadamente 320 mg/l.

   É importante ressaltar que, em condições de deficiências maternas de cálcio, a manutenção de níveis de cálcio no leite pode ser resultante de mobilização das reservas da mãe. Portanto é de extrema importância a alimentação da gestante.

   Recomenda-se de 1500 mg a 2000 mg de cálcio ao dia, em especial cuidado à gestante adolescente, pois é preciso atender as suas reais necessidades para seu próprio crescimento

   A criança entre 1 e 8 anos de idade caracteriza-se por ser mais vulnerável aos déficits nutricionais, dado o acelerado metabolismo, logo, recomenda-se uma ingestão de 600 ml de leite ao dia, uma vez que, por sua capacidade gástrica menor, as outras fontes de cálcio, tais como, verduras verdes escuras, leguminosas e outras, serão menores, quanto ao volume que deveriam ser consumidos.

   O período entre 9 e 18 anos de idade parece ser crucial 
para a realização de pico da massa óssea.

   O período de acúmulo de massa óssea entende-se 
pela puberdade até os 20 anos de idade.

   Os meninos tem maior acréscimo na deposição de massa óssea do que as meninas.

   O pico de massa óssea é o resultado da interação entre os fatores endógenos (genéticos e endócrinos) e exógenos (nutrição, atividade física e sol).

   A osteoporose é um problema comum entre mulheres no período pós menopausa atingindo 1 entre 3 mulheres no Brasil.

   Portanto, no climatério, quando os níveis estrógenos da mulher começam a declinar, a dose preconizada passa a ser de 1800 mg/dia; podendo atingir até 2000 mg/dia.

   A terapia de reposição hormonal utilizada para tratamento e prevenção da doença, e o uso de fármacos, não invalida e nem substitui os outros recursos a serem adotados a nível de prevenção.

A educação para a saúde é um dos recursos utilizados. 

Através de palestras, pode-se ter uma conscientização em adotar medidas higieno-dietéticas, quanto a mudanças nos hábitos de vida: abolindo o sedentarismo com exercícios físicos freqüentes; restrição de bebidas alcoólicas, fumo, cafeína e exposição ao sol.

   Do ponto de vista nutricional, o desenvolvimento e manutenção adequados do sistema ósseo depende de um aporte abrangente, integrado e planejado de outros nutrientes além do cálcio, fósforo e vitamina D.

   É o caso do boro, um traço mineral que melhora os níveis dos hormônios esteróides no sangue, bem como de outros compostos capazes de prevenir a perda de cálcio e a desmineralização óssea.

   A suplementação de 3 mg/dia diminui a excreção urinária de cálcio. O boro pode ser encontrado em maior quantidade em frutas, como a maçã, pera, uva, tâmara, pêssego, nas leguminosas, na soja, nas nozes e no mel.

   A deficiência do manganês, pode afetar a remodelação óssea, além de mal formações congênitas, anormalidades da bacia e osteoporose. O manganês do suco de abacaxi é prontamente absorvido. Outras fontes são a farinha de aveia, nozes, cereais, feijão e chá.

   O magnésio atua como regulador da fixação do cálcio no organismo. É importante que a taxa de potássio seja normal, do contrário, o desequilíbrio do magnésio é inevitável. As fontes de potássio são: suco de tomate, suco de laranja, beterraba, e outros. As fontes de magnésio são os vegetais de folhas bem verdes, alguns cereais e aveia. 

   A vitamina K, parece ser necessária para potencializar a osteocalcina, favorecendo a atuação sobre o cálcio.
Aproximadamente 50% desta vitamina presente no organismo é sintetizada pela flora bacteriana normal, a nível intestinal e os outros 50% provêm dos alimentos, tais como brócolis, repolho, espinafre, fígado de boi, soja, trigo, aveia. 

   O cálcio e o fósforo são minerais de extrema importância na manutenção do tecido ósseo saudável. 
A relação cálcio/fósforo ideal deve ser de 1:1 o excesso de fósforo produz excessiva excreção renal do cálcio, diminuindo os níveis circulantes. 

Os alimentos que desequilibram a relação são: o consumo excessivo de carnes vermelhas, ketchup, mostarda, chocolate, os congelados industrializados e os refrigerantes à base de cola. O uso abusivo de fibras, (grãos de cereais integrais) atrapalham a absorção do cálcio pelo organismo.

O leite e derivados (queijo, iogurte, coalhada) são a principal fonte alimentar de cálcio. No grupo das carnes, destacam-se o salmão e a sardinha.


A atuação das enzimas digestivas e um PH ácido colaboram para uma melhor absorção do cálcio.


O excesso no consumo de café (máximo 2 xícaras pequenas/dia), chá preto e chá mate devem ser evitados após as refeições principais, pois diminui a biodisponibilidade dos nutrientes importantes. 
   Os estudos da aplicação da cebola e do alho nas doenças coronárias, contribui para diminuir os níveis de gordura no sangue. Trabalhos realizados na Índia revelam que os pacientes com osteoartrites que ingeriram alho e cebola, obtiveram diminuição das doenças nas articulações. 

   O ato de comer não é um acontecimento banal para o nosso organismo. Os cientistas começaram a investigar e avaliar rigorosamente, como comer tem grandes conseqüências, que enorme impacto de nossa dieta alimentar sobre a saúde e longevidade.
QUEM É O REUMATOLOGISTA?

   O Reumatologista é o médico especialista com ampla e sólida formação em clínica médica e aparelho locomotor, que após 3 anos de treinamento especifico nesta área se torna qualificado para diagnosticas e tratar as doenças reumáticas.

É importante lembrar que, a exemplo de outras enfermidades, as doenças de natureza reumática evoluem de forma mais favorável e com menores riscos de incapacitação física quando são identificadas e tratadas em perda de tempo.

Por isso, é fundamental que o Reumatologista seja consultado tão logo apareçam os primeiros sinais e/ou sintomas indicativos da doença.

Para atender aos muitos interessados, a Sociedade Brasileira de Reumatologia reúne cerca de 700 médicos especializados, distribuídos por todo o país. 

Todos eles prestaram as provas de capacitação profissional previstas pela Sociedade e conquistaram o título de Especialista em reumatologia. 

Com a colaboração de outros profissionais de saúde, como fisioterapeutas, psicólogos, etc., eles são os especialistas efetivamente credenciados para orientar o paciente reumático e seus familiares.