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Dr. Edson Dias Filho

Angiologista
Cirurgião Vascular

 

 

   Trombose é e sempre foi sinônimo de doença grave, associada fortemente com amputações e morte em estado de penúria. Este termo refere-se a formação de trombo, que nada mais é do que um coágulo que obstrui a passagem do sangue dentro de um vaso sanguíneo, (veia ou artéria). 

  Mesmo sendo um quadro grave, apenas em pequenas porcentagens, e mais freqüentemente nas tromboses arteriais, levam ao risco de amputação. 
A obstrução das veias pode ser dividida em dois tipos básicos:
  
Trombose de veia superficial ( tromboflebite ou apenas flebite como é mais conhecida) que acomete geralmente as veias superficiais e com mais freqüência as varizes. Causa inflamação no trajeto da veia trombosada associado a uma dor incômoda e como conseqüência, na maioria das vezes mancham a pele . Podem estar associadas a outras doenças que têm que ser avaliadas com cuidado por profissional capacitado.
Trombose de veia profunda obstrui a circulação das veias profundas, causando inchaço no membro e dor. Tem gravidade que pode variar de acordo com a localização e a extensão da trombose. Se não tratada, podem complicar com embolia pulmonar (coágulo se desprende da origem caminha pela veia e obstrui a passagem do sangue para o pulmão). Geralmente há circulação por pequenas veias que mantém um pouco de fluxo impedindo a trombose total das veias do membro acometido. As seqüelas são mais graves que da flebite e podem levar a formação de varizes grandes (por dilatação das veias superficiais) e úlceras na perna de difícil tratamento. Apenas em casos raros de trombose venosa extensa há risco de amputação do membro.
  A trombose das artérias é uma situação mais grave que esta geralmente associado a doença aterosclerótica, que vai entupindo progressivamente as artérias com placas de gordura e cálcio. Essas placas impedem parcialmente a passagem do sangue, podendo formar-se coágulo no local do estreitamento do fluxo, causando a trombose arterial. O fluxo de sangue insuficiente causa dor que piora com exercícios e melhora com o repouso. 

   Um quadro mais avançado provoca palidez do membro (por falta de sangue), diminuição de temperatura em comparação com área sadia e dor mesmo em repouso. Neste último estágio necessita, por vezes, de intervenção cirúrgica. Apenas 5% aproximadamente destes casos graves evoluem para amputação.

   Pessoas com colesterol alto, tabagistas e diabéticos em tratamento irregular ou sem tratamento, apresentam uma aceleração do processo da doença aterosclerótica, sendo esses indivíduos os mais freqüentemente acometidos por complicações de aterosclerose e conseqüentemente tromboses arteriais.

  As tromboses venosas estão freqüentemente associadas ao uso inadvertido de hormônios (principalmente anticoncepcionais), tabagismo, traumas e doenças da coagulação do sangue, obesidade, longos períodos de imobilizações, como nos casos de pós-operatório de diversas cirurgias.
Cada paciente deve ser avaliado por profissional competente para ser instituído o tratamento correto e dessa forma prevenir, corrigir ou minimizar as conseqüências das doenças que causam tromboses.