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Dra. Vincenzina Santangelo

Reumatologista

 


   No Brasil tem ocorrido significativas mudanças na composição populacional, caracterizadas por um aumento relativo e absoluto da população adulta e idosa. Esta transição demográfica que se caracteriza por uma extrema rapidez nos colocará, em 30 anos, segundo as projeções da Organização Mundial da Saúde, em sexto lugar no mundo em número absoluto de idoso. Teremos no período de 2002 à 2025 um total de 32 milhões de idosos. Portanto, temos, a obrigação de antes que seja tarde demais, nos preocuparmos em fazer frente às necessidades específicas deste crescente números de idosos.


 

 
  O risco de quedas entre os idosos aumenta com o envelhecimento. 
   
   Estatisticamente, admite-se que 1/3 das pessoas com 65 anos ou mais, caem pelo menos uma vez no período de um ano, e esta tendência é progressiva com o avançar dos anos.

   A postura bípede do homem trouxe enormes benefícios para a espécie, mas fez com que nosso centro de gravidade se tornasse extremamente instável. Foi necessário o desenvolvimento de um complexo sistema de controle postural para fazer frente ao risco de queda eminente a que todos estamos sujeitos.

   Com o envelhecimento, aumentam as chances de ocorrerem falhas no sistema que podem levar às quedas.

   Uma queda é sempre um alerta, é a expressão de um distúrbio, seja orgânico ou ambiental.

 


   Entre as alterações se destacam a redução de alguns reflexos como da acuidade visual e noção de profundidade, redução da audição, menor força muscular, interações medicamentosas, os distúrbios cardiovasculares, hipotensão, arritmias, obstruções vasculares, neurológicas (vertigem, Parkinson, tumores, delírio), endócrina (hipoglicemia, diabetes) osteomusculares (artroses, osteoporose, deformidades dos pés, instabilidade dos joelhos).

 


   No aspecto ambiental ou do meio que cerca o idoso existe "perigos" como pisos lisos e brilhantes, escadas com degraus irregulares, falta de corrimãos, tapetes soltos, desníveis de piso, vasos sanitários sem barra de apoio, camas e cadeiras de alturas impróprias. 
   
   A ocorrência das quedas nos idosos é extremamente elevada, cerca de 1/3 dos que vivem em casa e 1/2 dos que vivem em instituições tem pelo menos, uma queda por ano.

 


   A instabilidade de porte e as quedas representam a principal causa de incapacidade entre os idosos.

   Dentre as lesões as mais temidas, são as fraturas, principalmente a fratura de colo de fêmur que representa a principal causa de hospitalização por queda. Cerca de 50% dos idosos com fratura de fêmur falecem dentro de 1 ano e a metade dos que sobrevivem ficará totalmente dependente de outras pessoas. Estas fraturas ocorrem mais em mulher, porque possuem maior expectativa de vida, maior propensão às quedas e devido à osteoporose que é mais freqüente no sexo feminino.


   As quedas nos idosos não podem ser aceitas como uma conseqüência inevitável do envelhecimento.


 

  
   O idoso que procura um médico com queixa de instabilidade ou queda, deve ser abordado sobre todos os seus fatores de risco que são, geralmente, possíveis de intervenção e orientações multiprofissionais, reumatologista, neurologista, fisiatra, psicólogo para evitar que acabem evoluindo para um sedentarismo indesejável.


 


   Deve-se lembrar sempre que com uma queda, sempre cai irreversivelmente, algo de nosso idoso a sua qualidade de vida e sua expectativa de vida.