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INVERNO, ALERGIA, MEIO AMBIENTE E O SEU CONTROLE

 





Dr. Roberto Sant'Anna Sérgio
Pediatra

 

      Com a entrada do inverno e os fatores típicos desta estação, como temperatura mais fria, mudanças bruscas de temperatura, aumento da poluição ambiental extra e intra domiciliar, diminuição da umidade e da ventilação interna dos domicílios, com o conseqüente aumento da exposição à fumaça de cigarro, faz com que as pessoas atópicas (portadoras de asma brônquica, rinite alérgica e dermatite) aumentem a porcentagem de crises. 

     

 A fisiopatologia e o tratamento sintomático das alergias de origem inalatória (alergias respiratórias e cutâneas) tem sido objeto de inúmeros trabalhos e publicações, mas muito pouco ou quase nada tem se descrito sobre seus tratamentos profiláticos.
O meio ambiente é um fator de estímulo direto sobre os quadros alérgicos, que atinge duas em cada cinco pessoas no Brasil.

      Principais contaminantes ambientais (alérgenos inalatórios):
- poeira doméstica;
- fungos do ar;
- casa úmida;
- epitelos de animais: cão, gato, carneiro;
- ácaros;
- restos de insetos (barata). 
      Estes alérgenos se acumulam nos tapetes, móveis, estofados, almofadas e principalmente nos colchões, travesseiros e ar condicionados.

Condutas a seguir:
- o quarto da criança deve conter somente móveis indispensáveis, sendo que o travesseiro e o colchão devem ser revestidos com capa anti-ácaros;
- Objetos que acumulam pó (bonecos de pelúcia, livros ou fotos) devem ser retirados do quarto;
- Colchões e travesseiros devem tomar sol a cada dois meses por um período de duas horas. Após passar aspirador de pó (o ácaro morto também causa alergia) e posteriormente colocar a capa anti-ácaro;
- Lençóis e fronhas devem ser trocados duas vezes por semana e evitar o uso de cobertores de pelo;
- Evitar o uso de ar condicionado, pois o mesmo quando mal conservado, com filtros e dutos sujos, favorecem a proliferação de fungos;
- Evitar vasos de flores e xaxins, pois os mesmos quando colocados em casa são excelentes meios de culturas de fungos, algas e bactérias;
- Evitar animais que tenham pelos ou penas, substituindo-os por peixes. Caso já tenha o animal, procurar mantê-lo fora da casa;
- Nunca fumar dentro da casa e evitar o uso de aerosol na presença de crianças;
- Mantenha a casa sempre limpa através de limpezas diárias com pano úmido no chão e móveis, evitando espaná-los, "bater" o tapete e varrer a casa;
- Produtos como ceras, inseticidas e tintas são irritantes químicos e produtos alérgenos;
- Cortinas devem ser lavadas a cada 15 dias;
- Tapetes devem ser limpos diariamente com aspirador de pó e pano úmido e também lavados com freqüência;
- As crianças devem tomar banho com sabonete de glicerina neutro e evitar o uso de talcos, desodorantes e perfumes;
- Procurar manter a casa bem arejada, já que as residências fechadas, com pouca renovação de ar estão cheias de alérgenos respiratórios.
   A maior prova de que os sintomas alérgicos são de causas ambientais é que ocorrem em geral durante a noite ou logo pela manhã estabelecendo claramente uma relação de causa e efeito. Portanto, observa-se que há uma série de fatores que, em conjunto, fazem com que as crianças alérgicas mereçam cuidados redobrados em meses de temperatura fria.

   Deve-se salientar que, com perfeito e constante controle ambiental, diminuição radical do contato com alérgenos e irritantes, tratamento adequado realizado durante todo o ano, a incidência e freqüência de crises estimuladas pelas alterações climáticas, sobretudo durante o inverno, serão menos freqüentes e menos intensas