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Dr. Rui Nogueira Barbosa
Urologista
Mestre em Uroginecologia
Doutorando em Uroginecologia 
 

 

  

   Definição:

Disfunção erétil é a incapacidade de obter ou manter uma ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória. Sua freqüência aumenta com a idade, atingindo 25 % dos homens aos 65 anos.

   Ereção Normal:

A ereção é bastante complexa, dependendo de uma interação de vários sistemas: hormonal (hormônios), neurológico (nervos) e vascular (artérias e veias), além do componente emocional. A ereção ocorre devido ao enchimento do pênis com sangue tornando-o rígido.
Qualquer alteração de um ou mais destes mecanismos poderá levar ao aparecimento da disfunção erétil.

   Causas de Disfunção Erétil:

Podem ser orgânicas ou psicogênicas.

Principais causas orgânicas: doenças vasculares (ex: arteriosclerose), diabetes, cirurgias pélvicas radicais, traumas da coluna, medicamentos, álcool e drogas. O fumo também pode atrapalhar o processo de ereção. Aproximadamente 80 % dos casos de disfunção erétil são de causa orgânica.

Principais causas psicogênicas: ansiedade, depressão, tensão, stress, problemas no relacionamento do casal e medo de falha no ato sexual.
Em muitos casos ambos os fatores agem simultaneamente no aparecimento ou manutenção do quadro da disfunção.

   Diagnóstico:

A avaliação é individualizada, podendo ser diferente em cada caso.
O primeiro objetivo da investigação diagnóstica é a distinção entre impotência orgânica e psicogênica.
Listamos abaixo a seqüência de investigação utilizada em nosso serviço:
       História e Exame Físico:
  Dados sobre a atividade sexual passada e atual do paciente, data do inicio dos sintomas, progressão, presença ou ausência de ereções noturnas, ereção masturbatória, relacionamento conjugal, doenças anteriores e seus tratamentos ou cirurgias, medicamentos em uso.
Realiza-se um exame físico geral, incluindo genitais, onde se pesquisam sinais de doenças que poderiam ocasionar a disfunção erétil.
       Exames Laboratoriais:
  São solicitados exames laboratoriais, como: glicemia, testosterona, prolactina e outros que o médico julgue necessários em cada caso.
       Avaliação Psicológica:
  Sempre é importante uma avaliação psicológica inicial independente da causa da disfunção.
       Teste de Ereção Fármaco-Induzida:
  Consiste em aplicar uma injeção no pênis que provocará ereção independente da vontade do paciente. Dependendo da qualidade da ereção, do tempo de demora para ela aparecer e desaparecer, podem ser obtidas informações importantes sobre o funcionamento peniano, as causas da disfunção erétil e seu tratamento.
       Avaliação Vascular:
  O raio X ou eco-doppler das artérias penianas estão indicados apenas em uma pequena parcela dos pacientes.
       Outros Exames:
  Podem ser necessários em casos selecionados, não sendo freqüente sua utilização.
 

   Tratamento:

       Psicoterapia:
  Está indicada nos casos psicogênicos e como tratamento auxiliar nos casos orgânicos.
       Medicação Oral:
  Atualmente são duas as drogas orais mais utilizadas para o tratamento da disfunção erétil: Sildenafil (Viagra) e Apomorfina (Uprima).
O Sildenafil pode ser utilizado por quase todos os pacientes, com exceção dos cardiopatas que fazem uso de medicações á base de nitrato. Seus efeitos colaterais são leves e pouco freqüentes, sendo os mais comuns: dor de cabeça, rubor facial, náusea e congestão nasal.
A Apomorfina é de uso sublingual não apresentando contra-indicações para seu uso. Os efeitos colaterais mais freqüentes foram: dor de cabeça, náusea e tontura.
A Fentolamina e Yoimbina também podem ser utilizados na forma oral, apesar de seu efeito ser menos intenso. Têm indicação nos casos orgânicos leves e psicogênicos.
O uso de hormônios somente está indicado nos casos comprovados de deficiência hormonal.
       Injeção Intracavernosa:
  Utilizada quando a medicação oral falhou ou está contra-indicada.
Consiste na aplicação de uma injeção no pênis pelo próprio paciente. Sua principal complicação é uma ereção muito prolongada (acima de 4 horas), necessitando drenagem do sangue do pênis.
       Supositório Uretral:
  Consiste na colocação de um pequeno supositório de prostaglandina dentro da porção inicial da uretra. Sua grande vantagem é a facilidade de uso, mas pode causar irritação uretral ou vaginal.
       Vacuoterapia:
  É a aplicação de um aparelho de vácuo que promove o enchimento peniano por sucção. Fornece uma ereção menos rígida que a obtida por outros métodos, e pode ser mantida por no máximo 30 minutos.
       Prótese Peniana:
  Está indicada na falha de outros tratamentos. O modelo mais utilizado no Brasil consiste em 2 cilindros de silicone com uma haste metálica flexível no centro. Sua colocação pode ser realizada até com anestesia local e sua principal complicação é a infecção, que pode levar a retirada da prótese. A principal desvantagem da prótese é que após sua colocação não é possível usar qualquer outro tipo de tratamento, mesmo após sua retirada.