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Prof ª Fga. Vivian da Cunha Sanchez 

Professora Centro Universitário do Norte Paulista - UNORP
Fonoaudióloga do Centro Auditivo OtoClin 
Fonoaudióloga do setor de Audiologia do Ambulatório Regional de Especialidades - ARE

 

   Com a perda de audição surgem também sentimentos de insegurança, medo e até de incapacidade. A dúvida quanto à possível progressão da perda é algo que pode deixar o indivíduo inquieto. As dificuldades de comunicação fazem com que duvide de suas capacidades e habilidades, tanto no âmbito profissional, quanto no pessoal, levando à mudança na qualidade de vida, depressão e isolamento.

   É comum que as pessoas se tornem mais apáticas, deprimidas, sem coragem ou sem força de vontade para conseguirem maior êxito profissional. Enfrentar um mercado de trabalho competitivo é assustador e impede que o indivíduo, com medo do desconhecido, procure novos caminhos, levando-o apenas a manter o seu lugar numa posição e ambiente já conhecidos.
As dificuldades de comunicação podem gerar tensão também no ambiente familiar.

   A deficiência auditiva de um indivíduo afeta a todos os membros da família. Além de existirem dentro de casa situações diversas de comunicação, que podem ocorrer em ambientes ruidosos ou mais silenciosos, a percepção dos acontecimentos por parte do paciente pode ser diferente daquela da família.

   O deficiente auditivo acredita que ninguém se esforça para propiciar uma comunicação efetiva (já que não articulam bem, falam baixo, falam " para dentro", etc.) e espera uma compreensão das suas dificuldades que, em geral, não existe. Por outro lado, é comum os familiares queixarem-se de falta de atenção por parte do indivíduo, alegando que este não se esforça para ouvir ou o faz apenas quando quer, além de reclamarem da extensão do problema ou da relutância do indivíduo em tomar alguma providência para minorar esses problemas.

   O fonoaudiólogo deve fornecer informações sobre a perda auditiva, avaliar as visões discrepantes do problema, identificar os pontos em comum, bem como fornecer explicações para as divergências.

   No convívio social, associada à dificuldade auditiva (maior em locais ruidosos e em conversação com um grupo de pessoas) está a vergonha de pedir para o interlocutor repetir ou falar mais alto e tornar-se com isso motivo de zombaria ou de desprezo, levando o indivíduo ao isolamento.
No caso dos idosos, apesar de muitas vezes não existir mais a atividade profissional, em função das possibilidades físicas reais e dos preconceitos da sociedade, este quadro é agravado.

   A perda auditiva é julgada como mais uma de suas incapacidades e aceitá-la significa ser ainda mais velho e incapaz. Em virtude das características da Presbiacusia, em muitos casos, o aparelho auditivo pode trazer apenas um aproveitamento relativo, principalmente se for desvinculado de um programa de reabilitação audiológica global (Russo & Almeida, 1.995).

   Quando se tiram dos idosos a liderança da família, o rendimento constante, o cônjuge, o amigo que pode Ter morrido recentemente, a vida social, a capacidade para ouvir e compreender o que os outros dizem pode alterar-se mais ainda.

   Devemos lembrar que estamos lidando não apenas com um indivíduo que possui um mecanismo auditivo envelhecido, mas também um sistema auditivo central que está declinando com o avanço da idade e que estes fatores estão ainda combinados com outros, no âmbito social, pessoal e econômico. (HULL, 1.985)