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Ceratocone - Considerações e tratamento

 

Dr. Gildasio Castello de Almeida Jr.
Oftalmologista
Especialista em Oftalmologia

 

 

  O ceratocone é uma doença progressiva não inflamatória da córnea que vai assumindo o formato de um cone. 


   A incidência varia de 50 a 200 casos para cada 100.000 indivíduos, afetando pessoas de todas as raças. O sexo feminino é um pouco mais afetado do que o sexo masculino. 

   Na maioria dos casos ambos os olhos são acometidos, geralmente de uma forma assimétrica. A doença geralmente inicia-se na puberdade. A córnea começa a ficar fina e protusa resultando num astigmatismo irregular. 

   Tipicamente existe um período de 10 a 20 anos de progressão da doença até que essa gradualmente estaciona. A classificação do ceratocone pode ser baseada na quantidade da curvatura corneana, pelo tipo do astigmatismo (Amsler) e na forma e localização do cone. 

   O papel da hereditariedade no ceratocone ainda não está bem esclarecido. O ceratocone pode estar associado com algumas doenças como, por exemplo, doença atópica (conjuntivite alérgica) e com a síndrome de Down.


   O diagnóstico é feito geralmente em jovens (10 - 20 anos) que apresentam diminuição da visão acentuada no início da adolescência, mudanças freqüentes do grau dos óculos, incômodo com a luminosidade e dificuldade de ter uma boa visão mesmo com o uso dos óculos.

   O tratamento inicial é prescrição dos óculos, se esse não for eficaz indica-se a adaptação de lente de contato (LC) rígida gás permeável (RGP). Com relação à LCRGP existem formas de melhorar a adaptação utilizando LC de diâmetro reduzido, LC "Söpper" e "McGuire" (especiais para ceratocone) e o sistema de "Piggy back" (coloca-se primeiro uma lente gelatinosa e sobre essa uma lente rígida).

   Mais recentemente surgiram os implantes intracorneanos estromais. Atualmente temos os "INTACTS" (Intrastromal Corneal Ring Segments) liberado o seu uso pelo FDA para baixa miopia e o anel de Ferrara, que foi desenvolvido em 1986. 

   Apesar da grande divulgação do anel de Ferrara, ultimamente pelos meios de comunicação é importante salientar que essa cirurgia ainda é considerada experimental, mas que realmente vem apresentando bons resultados, e que nem sempre possibilita a retirada da LC.

   Quando o paciente não consegue uma boa visão com o uso das LCRGP ou apresenta uma cicatriz no ápice do cone pode se indicar o transplante de córnea.

   O transplante de córnea é um procedimento que apresenta um excelente prognóstico com uma taxa de sucesso em torno de 90% dos casos de pacientes com ceratocone submetidos à cirurgia.

    Para finalizar é importante ressaltar que a cirurgia refrativa (LASIK) é totalmente contra-indicada nos pacientes que tem ceratocone, devido a ectasia e afilamento da córnea e por causa da baixa previsibilidade dos resultados.


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