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Prof. Dr. Hamilton Funes
Médico - Gastroenterologista

  
  A doença do Refluxo Gastroesofágico, é uma doença crônica, decorrente da volta ao esôfago de parte da secreção do estômago, levando à um variável grau de sintomas esofágicos, como dor retroesternal e azia e sintomas extra esofágicos como tosse crônica.

   É na atualidade uma das afecções crônicas mais importantes e freqüentes na prática médica e responde por cerca de 75% das doenças do esôfago. Admite-se, que 5 a 10% da população mundial apresente doença do refluxo.

   Um grande número de pacientes vai aos consultórios com queixas importantes de azia. Nos Estados Unidos, cerca de 10% das pessoas apresentam essa queixa sendo que aproximadamente um terço desses, que procuram os médicos, são portadores de refluxo gastroesofágico com esofagite. Estima-se que 12% da população brasileira seja portadora da Doença do Refluxo Gastroesofágico.

 

   Os sintomas típicos de refluxo são pirose, relatada pela maioria dos pacientes como azia, e regurgitação ácida, que é o retorno do conteúdo ácido gástrico até a cavidade oral.

   O relato da história clínica pelo paciente evidenciando a intensidade, a duração, frequência e fatores desencadeantes dos sintomas junto com exames complementares, como endoscopia digestiva alta com biopsia, RX contrastado esôfago gástrico e medida do pH esofágico por 24 hs, normalmente selam o diagnóstico de Doença do Refluxo Gastroesofágico.

   Algumas manifestações atípicas, podem ocorrer, tais como as pulmonares sendo citadas a asma, tosse crônica, bronquites e pneumonias de repetição. Rouquidão, pigarro, sinusite crônica, aftas e halitose, podem ser também manifestação de refluxo. Acredita-se que 25% dos pacientes apresentem sintomas otorrinolarigológicos antes do que os gastroesofágicos.

   A doença não tratada pode evoluir e complicar. Esofagite erosiva pode levar a sangramento com anemia crônica. A estenose esofágica impedindo a passagem dos alimentos (disfagia) pode provocar também dor ao engolir (odinofagia) e impactação dos alimentos.

   Uma complicação importante é o esôfago de Barrett, presente em cerca de 3 a 5% dos pacientes com refluxo gastroesofágico, sendo o aspecto mais importante nesses casos, o risco potencial de desenvolvimento de adenocarcinoma de esôfago.


   O tratamento da Doença do Refluxo Gastroesofágico pode ser clínico e em alguns casos cirúrgico.

   O tratamento clínico consiste em orientações tais como, elevar a cabeceira da cama, reduzir o peso em obesos, evitar deitar após as refeições, evitar refeições copiososas e muito gordurosas, evitar situações que aumentem a pressão intra abdominal, reduzir ou suprimir o uso do álcool e fumo.

   As medicações mais usadas atualmente são os chamados bloqueadores de bomba protônica (omeprazol, pantoprazol, lansoprazol, rabeprazol, esomeprazol), associados à drogas procinéticas, que melhoram a motilidade do esôfago, como a bromoprida e a domperidona, Anti ácidos e a cimetidina e ranitidina, antagonistas H2 podem também ser eventualmente usados.

   O tratamento cirúrgico deve ser indicado em pacientes que não respondem bem ao tratamento clínico, que precisam de doses contínuas de medicação e nos que se acham impossibilitados de dar continuidade ao tratamento medicamentoso, por intolerância, ordem econômica e pessoal. A operação deve ser também indicada nas complicações com estenose, ulcerações e esôfago de Barrett. A intervenção cirúrgica consiste na recolocação do esôfago na cavidade abdominal, reaproximação dos pilares esofagianos (hiatoplastia) e envolvimento distal pelo fundo gástrico (fundoplicatura), sendo a técnica mais usada, a hiatoplastia com fundoplicatura à Nissen por videolaparoscopia.


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