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Dra. Rossene Ribeiro Gracie
 
Médica - Angiologia e Cirurgia Vascular

 

  
  
Sudorese excessiva ou hiper-hidrose é uma doença socialmente embaraçosa, podendo parecer trivial ao público em geral, porque é rara e falsamente percebida. Cada vez mais a hiper-hidrose vem sendo reconhecida e suas opções de tratamento ganhando maior atenção.

   A hiper-hidrose pode ressaltar da função excessiva do sistema sudomotor, sem causa aparente, o que designamos de hiper-hidrose primária ou essencial, ou pode estar associada com outras condições clínicas - exemplos: infecções, desordens neurológicas, endócrinas e alterações na medula espinhal.
 
   Em ordem de freqüência suas manifestações aparecem como hiper-hidrose plamo-plantar, palmo-axilar, axilar isolada e hiper-hidrose craniofacial. Essas são afecções distintas da regulação sudomotora.



   Para entender o porque de alguns pacientes manifestarem essa sudorese nas mãos e nos pés deve-se compreender as complexas interações entre a sudorese termorregulada e sudorese emocional.

   A sudorese termorregulada é um mecanismo de dissipação de calor pelas glândulas écrinas por todo o corpo, controlado por uma área do hipotálamo, sendo diurna e noturna.

   A sudorese emocional é sempre diurna e controlada pelo córtex anterior cingulado e sua distribuição limitada à face, axilas e região palmar e sola dos pés.
Uma fonte substancial do diagnóstico pode ser obtida pela história do paciente.

   O paciente chega ao consultório com queixas de sudorese excessiva desde a infância ou adolescência, interferência em atividades manuais evita o cumprimento e toque das mãos, e por fim exclusão social. Esses sintomas podem ressaltar em problemas graves como medo, fuga, sintomas outros psicossociais, ansiedade social.


   O tratamento e suas várias opções dependem da gravidade da hiper-hidrose e dos riscos e benefícios da terapia.

   Geralmente a terapia se inicia com antitranspirantes e anticolirérgicos. A intoforese é utilizada na hiper-hidroase palmo-plantar e axilar.

   Toxina botulínica tipo A ou excisão local das glândulas sudoríparas são efetivas para hiper-hidrose axilar isolada não responsiva e aplicação tópica de alumínio.

   Simpatectomia torácica endoscópica pode ser utilizada em casos graves de hiper-hidrose palmo-plantar e palmo-axilar.

   Nenhuma terapia isolada emergiu como escolha para a hiper-hidrose crânio facial.

   O importante é reconhecer a doença e procurar o especialista para analisar qual a melhor opção de tratamento e acabar dessa forma com os problemas psicossociais que a hiper-hidrose pode provocar no paciente.