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Dor crônica


 
Dra. Marília C. Ribeiro Funes

 
Médica
 Anestesiologia / Acupuntura / Dor

 

  
Todos nós, em algum tempo momento, passamos ou vamos passar pela experiência de sentir dor. Sabemos que cada indivíduo sente "sua dor de forma única: duas pessoas com a mesma patologia não terão a mesma resposta frente ao estímulo doloroso".

A dor pode ser definida como sendo "uma experiência sensorial desagradável, associada a um dano potencial ou de fato".


  Na realidade a dor serve de proteção, é um sinal de alerta, impedindo danos ao organismo.

   Podemos dizer que essa modalidade sensorial é essencial à sobrevivência, pois é a dor que nos impede de deixarmos nossa mão queimando no fogo ou nos faz procurar um médico quando a sentimos.

   Este tipo de dor que chamamos de dor aguda tem duração limitada, normalmente é fácil estabelecermos a causa, e neste caso a dor é um sintoma de uma injúria ou doença e o tratamento da causa na maioria das vezes vai aliviá-la prontamente.


  
Mas quando falamos de dor crônica, ou seja, aquela que persiste além do tempo necessário para a cura da injúria ou doença (3 a 6 meses), pode ser difícil a identificação da causa e a dor passa a ser então a própria doença. 

   O indivíduo com dor crônica, modifica seus hábitos, podendo se mostrar arredio, de humor instável, diminuindo o convívio com os amigos, alterando a vida familiar, de tal forma que a dor passa a ser o centro de sua vida.

   A dor crônica pode ocorrer após uma cirurgia ou trauma, devido à má postura, movimentos repetitivos, viroses, artroses, processos cancerosos ou mesmo determinados tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia podem tornar-se causas de dor.


  Portanto as causas de dor crônica são variadas e melhor seria preveni-la, o que fazemos, por exemplo, quando tratamos a dor aguda de forma adequada e eficaz, pois há evidências de que o estímulo doloroso, em função e intensidade da dor, induz alterações no Sistema Nervoso Central, moderando alguns mecanismos da transmissão dolorosa.

   Sabemos atualmente que a dor não utiliza um sistema sinalizador isolado e especifico, existindo uma série de controles envolvendo todo o sistema nervoso de forma integrada. Os fatores psicológicos, o contexto social, as vivências anteriores, os ganhos secundários afetivos e até financeiros vão influenciar na forma do indivíduo perceber e reagir aos estímulos dolorosos.

   Em geral a depressão, o stress, o temor, a raiva e a ansiedade são modificados da transmissão dolorosa e pioram esta sensação, enquanto que atividades prazerosas como ouvir determinados tipos de música, por exemplo, melhoram esta sensação.

   A partir destes conhecimentos o tratamento da dor crônica visa tratar a causa ou minimiza-la sempre que possível e requer a utilização de todos os recursos terapêuticos disponíveis: uso de medicações, bloqueios anestésicos, fisioterapia, acunputura, psicoterapia, entre outros.

   Mas é importante o respeito às condições biopsicosociais e preferências individuais, sendo necessário o envolvimento e a colaboração do paciente no tratamento, para que possamos alcançar o resultado desejado: melhora da dor e a volta do prazer de viver.


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