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Saiba mais sobre diabete ocular

  artigo de março 2004

Dr. Dival Buffulin (in memoriam)
Oftalmologista
Especialista em Oftalmologia

 

   No Brasil, a diabete (doença associada ao nível elevado de açúcar no sangue) já atinge mais de 12 milhões de pessoas, sendo a principal causa de cegueira no País: 240 mil diabéticos brasileiros são cegos.

As doenças mais comuns do olho, decorrentes da diabete, podem ser a retinopatia, a catarata e o glaucoma.

   A retinopatia (ou diabete ocular) causa lesões os vasos sangüíneos da retina (fundo do olho).
   A catarata é a opacidade do cristalino (lente intraocular) que deixa a visão borrada. Os diabéticos têm duas vezes mais chance de desenvolver catarata, além de a doença ocorrer mais cedo entre este grupo de indivíduos.
   O glaucoma ocorre quando a pressão do fluído intraocular aumenta, levando à lesão progressiva do nervo ótico. Os diabéticos têm quase duas vezes maior a chance de desenvolver glaucoma do que outros adultos.

   É bom lembrar que catarata e glaucoma também podem afetar outras pessoas que não são diabéticas, daí a necessidade de exames regulares para diagnóstico precoce.

Tratamento: 

   O tratamento mais recomendado pelos especialistas para a retinopatia utiliza o laser, usado para cauterizar regiões do olho onde há má circulação sangüínea. A aplicação de laser pode reduzir as chances de cegueira em 70% dos casos. é um procedimento indolor, rápido (em torno de 15 minutos) e utiliza como anestesia algumas gotas de colírio.
   Mas, também segundo os especialistas, o pior procedimento é ignorar a doença, pois as conseqüências são impossíveis de ser revertidas. 

   Em primeiro lugar, é preciso manter a diabete sobre controle, seguindo orientações médicas quanto à dieta, evitando açúcar e ingerindo as quantidades necessários de outras substâncias. Quando a dieta não basta, somente o médico pode orientar quanto à ingestão de medicamentos ou aplicação de insulina.
   A retinopatia diabética sem tratamento pode levar à cegueira. Muitas pessoas iniciam o tratamento a laser quando o quadro encontra-se muito avançado. O laser não faz milagres.

   A retinopatia diabética é uma doença complexa. Ela não decorre de apenas uma única alteração retiniana e sim de uma combinação de fatores bioquímicos, metabólicos e hematológicos, como a hiperglicemia (aumento de glicose nos níveis sanguíneos), anormalidades das plaquetas (que se coagulam com mais facilidade) e estreitamento dos vasos. 

   Na maioria dos pacientes, a retinopatia diabética não tem sintomas iniciais, sendo que estes procuram ajuda médica quando a doença já está em fase avançada. Neste momento, a visão que já foi perdida não pode ser restabelecida.
   Pelo fato de a doença ocular diabética não causar sintomas precoces, ressalta-se a importância do exame rotineiro de fundo de olho através da dilatação da pupila com colírio.

   Se for detectada precocemente, a retinopatia pode ser monitorada.

   Quando há indicação para tratamento a laser, este deve ser iniciado precocemente para melhor resultado, Em alguns casos mais sérios, podem ser tentados recursos como a cirurgia vítrea (vitrectomia) seguida da aplicação de laser dentro do olho (endolaser).

   Ao diabético, a recomendação é básica: controlar clinicamente a doença, com dieta específica e acompanhamento médico. A cada 6 meses, fazer um exame de fundo de olho com oftalmologista.