Profissionais

Clínicas

Academias

Farmácias

Óticas

Produtos e Equipamentos

Laboratórios
 

 

 

 

Osteoporose  - O papel do ginecologista

 




Dra. Valéria Dória M. Costa

Ginecologia e Obstetrícia
Ultra-sonografia

 

   A osteoporose é a mais comum das doenças ósseas. É caracterizada por uma diminuição da massa óssea e uma fragilização da arquitetura do osso, levando a uma perda de resistência e ao aumento do risco de fraturas.

   É uma doença quase sempre assintomática em sua fase de instalação, que ocorre na mulher principalmente após o climatério. Embora seja uma doença tratável e capaz de ser prevenida, muitas vezes a sua primeira manifestação clínica é uma fratura que pode levar a uma incapacitação permanente ou até á morte por suas complicações.

   Portanto, a prevenção desta doença deve fazer parte da abordagem clínica do climatério, sendo fundamental o papel do ginecologista.

   Após a menopausa, todas as mulheres devem ter seu risco de fratura avaliado, iniciando a discussão dos riscos da osteoporose e avaliando a necessidade da realização de exames adicionais comprobatórios.
   Os fatores de risco para osteoporose são: raça branca, idade avançada, nível de hormônio feminino (estrógeno) baixo, baixa massa muscular, história pessoal de fratura na vida adulta ou antecedente familiar, fumo, baixa ingestão de cálcio, alcoolismo, sedentarismo, stress, entre outros.
   Quando um ou mais fatores estão presentes, recomenda-se a realização de densitometria óssea para o diagnóstico da perda de massa óssea e avaliação do risco de fraturas. Este exame é importante também no controle do tratamento instituído. Normalmente os locais avaliados na aferição da massa óssea são vértebras(L2 e L4) e o colo do fêmur.
   O tratamento da osteoporose deve começar com a prevenção da doença através de algumas medidas:
.dieta adequada de cálcio e vitamina D
.exposição ao sol
.suspensão do fumo e consumo moderado de álcool
.exercícios físicos regulares
.medidas farmacológicas
   Neste último ítem, destaca-se a terapia de reposição hormonal, fundamental no tratamento e prevenção, pois diminui a perda de cálcio pelo osso, além de outros como o alendronato, calcitoninas, ipriflavona, cálcio e vitamina D, etc.

   A reposição hormonal é a medida mais indicada para a sua prevenção, devendo ser orientada pelo ginecologista, sendo que os estudos mostram uma redução de 50 a80% das fraturas num período de 5 anos de tratamento.

   Ou seja, o ginecologista, como grande clínico da mulher, tem a função de orientá-la que, pois trás da menopausa, existe uma doença que pode levá-la á incapacidade ou até a morte, e que pode ser prevenida com medidas simples, como a terapia de reposição hormonal.