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Você tem enxaqueca?

 



Dra. Mileny Cristina Xavier

Médica pediatra especializada em homeopatia pelo Instituto François Lamasson 
Pós-Graduada pela Associação Paulista de Homeopatia

 

   Uma das questões que geram dúvidas sobre a Homeopatia, no início de um tratamento, é exatamente o que pode ser tratado por ela. A exemplo dos casos graves, quando o paciente requer cuidados mais acurados.

   Para mostrar como isso funciona na prática, apresento aqui o relato de uma situação na qual uma pronta intervenção se fazia necessária. 


V. C., 12 Anos, Sexo Feminino


   Paciente retorna ao consultório após dois anos de ausência, com história de amidalite purulenta e estomatite há dois meses, tratadas alopaticamente com "vários medicamentos", até regressão dos sintomas. 

   Na ocasião, sentia muita dor para engolir, ao toque nas úlceras da boca e em "uns gânglios pequenos no pescoço". 

   Passou bem até à noite, quando acordou com tosse cheia e dor no peito ao respirar. Nega congestão nasal ou coriza. Durante a madrugada a temperatura subiu e o corpo esquentou muito, mas não mediu a febre; o coração estava disparado e o peito continuava doendo com a respiração. 

   Á consulta, queixava-se de cansaço, indisposição, sem fome, "para baixo", com vontade de dormir e com dor no "osso da costela". 

   Ao exame físico: Paciente prostrada, fácies pálidas com cianose de lábios e extremidades que estavam frias, taquicardia, dispnéia; Orofaringe: Hálito com odor fétido, hiperemia de amídalas e faringe, lesões ulcerosas amareladas na faringe. Freqüência Cardíaca: 160 batimentos/minuto, temperatura 39,5ºC.

   Feito diagnóstico clínico de faringo amidalite ulcerativa e diagnóstico medicamentoso de Arsenicum álbum, que foi prescrito na potência 30 CH, pelo método plus, com intervalos de 15 minutos por 2 horas, quando nova avaliação ocorreu (nesse período, paciente foi assistida no consultório). 

   À reavaliação, paciente encontrava-se mais disposta, sorridente, com fácies rosadas, extremidades róseas e quentes, temperatura 38ºC e orofaringe menos hiperemiada, porém ainda ulceradas, mas o hálito menos fétido. 

   Encaminhada para residência, com plus de 1/1 hora, durante toda tarde até à noite, quando fosse dormir, recomendada dieta leve, repouso e que mãe telefonasse pela manhã no consultório, aproximadamente 20hs após o atendimento. 

   À ligação, mãe relatou que a febre cedeu durante a noite, criança levantou disposta, bem humorada e negando qualquer dor. Tomou café da manhã e pediu para saber se poderia fazer a aula de tênis após o colégio! 

   Foi recomendado manter o plus 5 vezes ao dia, por mais 4 dias, e ao término, novo telefonema, no qual foi relatado total recuperação da criança com remissão das úlceras da orofaringe.