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Prazer no trabalho

 



Dra. Luciana F. D. Amaral Castro
Psicóloga Clínica

 


   Ao abordar um tema delicado como o câncer ainda é natural que se provoque repulsa, agitação e medo nas pessoas que preferem não participar de tal discussão ou acontecimento.

O câncer é uma doença quieta e cruel, que pode levar a óbito. Quanto ao câncer de mama, sabe-se que a ciência evoluiu muito e são enormes as chances de tratamento, recuperação e manutenção da qualidade de vida.



  
Normalmente, o câncer de mama começa com um pequeno nódulo que pode crescer e espalhar-se para outras partes do corpo. Por isso a imensa importância do diagnóstico precoce, para o início rápido e eficaz do tratamento.

   Qualquer mulher pode desenvolver câncer de mama e, apesar das causas ainda serem desconhecidas, há apontamentos de possíveis causas como: histórico familiar, a não geração de filhos ou a gestação do primeiro após os 30 anos, fumo, obesidade, terapias hormonais, uso excessivo de álcool, exposição a algum tipo de radiação, entre outros.

   Mas isso não significa que todas as mulheres desenvolverão câncer de mama apenas porque se enquadram nestes itens. As pesquisas e a ciência continuam em desenvolvimento para melhor atender a cada uma delas.
 
   Alguns desses sintomas são de fácil percepção por parte da mulher: pequeno nódulo na mama, mudança do tamanho ou formato do seio, mudança de cor, reentrâncias, enrugamentos ou elevação da pele, secreção no bico do seio, um ou mais nódulos nas axilas.

   É importante conhecer o próprio corpo e qualquer tipo de modificação que nele possa ocorrer. Por isso é imprescindível o auto-exame das mamas, em que a própria mulher aprenderá a se conhecer, sem medo de se tocar e se perceber. Essa é a melhor prevenção, pois quanto mais cedo notar alguma alteração ou incômodo, mais rápido deverá procurar um especialista para auxiliá-la em todos os exames necessários.



   O importante é estar atenta, desfazer preconceitos, realizar todos os exames disponíveis e não ter medo de encontrar a verdade, por mais difícil que possa ser enfrentá-la. Até porque, mais difícil do que enfrentar todo o tratamento é não saber o diagnóstico ou negá-lo, não enfrentando a própria realidade.

   A doença assusta e apavora, mas após a confirmação é necessário discutir com seu médico e seus familiares o melhor caminho e o tratamento mais adequado. Sentindo necessidade, procure outras opiniões profissionais. Apenas não desista e não desanime, não se esconda, não perca a fé e a esperança, e acima de tudo, conscientize-se de que existe uma força gigantesca dentro de você. Ela a ajudará a enfrentar os obstáculos de um tratamento delicado e sofrido.

   Algumas pessoas poderão se afastar, mas é por medo da cruel realidade e pela fantasia de que poderão fugir dessa doença, não por sua causa. Repense suas amizades.

   Durante esse momento, haverá uma reflexão de toda sua história passada e medo do futuro não existir. O medo da derrota e da morte estará presente, mas é importante para lutar com mais força e reconstruir sua religiosidade. É o momento propício de resgatar aspectos emocionais, aprender a cuidar mais de si mesma e pedir apoio afetivo a amigos e familiares. É preciso ser forte, mas não é necessário estar sozinha, porque é essencial extravasar suas angústias e inseguranças.

   Não tenha medo da vida, enfrente cada obstáculo com força e sabedoria, aprenda a dar sentido à sua existência e busque sua felicidade. Deixe toda superficialidade de lado e expresse todo seu afeto diante das pessoas e dos acontecimentos. É o momento também de repensar a própria vida, valorizando-a, respeitando-a e lutando para reconstruí-la de uma forma melhor, a cada momento.


  
A sensação de impotência deverá ser trabalhada para não paralisar o paciente e sua luta pela recuperação e credibilidade no tratamento.

   Por mais terrível, cruel e indescritível que possa ser a mastectomia, ainda vale ressaltar que a mulher não se define pelo seio que tem, mas por um conjunto de características que a compõe, interna e externamente. Atualmente, o seio pode ser reconstituído por cirurgiões e tem todo o apoio da ciência.

   Mas isso de nada adiantaria se a mulher não estiver se sentindo curada e inteira, pronta para retomar novamente sua vida, com sua sensualidade e sexualidade. Porque estar se sentindo deficiente ou diferente não engloba apenas o físico.

   Por isso, é importante que procure ajuda profissional, amparando-a nos aspectos psíquicos e emocionais, auxiliando-a a perceber-se como ser humano, como mulher completa e complexa, mas que pode harmonizar-se consigo e com o mundo. A religiosidade e a construção da fé também são indispensáveis para o resgate de aspectos do ser humano como um todo.



   Portanto, para o enfrentamento do câncer de mama são fundamentais: uma prevenção bem realizada, o auto-conhecimento e auto-exame, o tratamento médico e psicológico, o apoio familiar, a credibilidade e luta pelo bom prognóstico, a valorização da religiosidade. É o resgate da própria vida, com mais intensidade e prazer.


Ver depoimento de uma jovem de 37 anos que enfrentou o Câncer de Mama