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Dificuldades na aquisição da linguagem oral e escrita

 


Dra. Elisabete Floriano Mansur 
Fonoaudióloga
Especialista em Motricidade Oral

 


   Educadores e profissionais ligados à área de educação e saúde tem percebido que o problema no desenvolvimento da aprendizagem da leitura e escrita se constitui uma forte barreira para muitas crianças e professores. 


  
Desde o ensino infantil, o fracasso escolar cria uma verdadeira exclusão entre as crianças , angustiando pais, professores e levando a criança a acumular sucessivos fracassos, abalando sua auto-estima e capacidade de avançar.


   São inúmeras as dificuldades que encontramos durante o processo escolar, sendo que em algumas fases do desenvolvimento estas dificuldades são próprias da faixa etária; para outras crianças, no entanto, uma ou várias habilidades não foram adquiridas adequadamente e podem vir a afetar o aprendizado da linguagem escrita.

   São na maioria das vezes os professores que detectam os problemas de linguagem, pois a família se habitua com a forma de comunicação usada pela criança ou se desculpa dizendo para si mesmo que vai melhorar com o tempo.

   Em pré-escolares, as primeiras evidências de uma alteração na linguagem podem se manifestar por meio de dificuldades nos conteúdos pedagógicos, lúdicos e na compreensão da linguagem do professor ou dos próprios colegas da mesma faixa etária.

   A criança que apresenta dificuldades na aquisição da linguagem oral pode ter problemas no processo de alfabetização, tendo, por vezes, dificuldades para relacionar-se ou interagir em seu grupo. Se os colegas não conseguem entendê-la, esta pode virar alvo de chacota ou de exclusão do grupo, repercutindo, com certeza, no seu rendimento escolar global.


   Em alguns casos, se a criança apresenta alteração na fala (trocas, omissões ou distorções) estas podem refletir em sua escrita espontânea.

   Devemos nos preocupar com relação à linguagem oral se a criança, quando comparada a outras de sua faixa etária, chama atenção nos seguintes itens: apresenta hesitação na fala, omite, acrescenta ou altera a pronúncia de alguns sons das letras, por exemplo: chocolate - socolate, gato – cato, pipoca – poca. 

   Algumas crianças podem apresentar alterações relacionadas aos órgãos articulatórios: lábio, língua, dentes, bochecha, que dificultam a articulação de algumas sílabas, ou mesmo não apresentam intenção para se comunicar. 

   Na fase de alfabetização, podem ocorrer dificuldades, como: não reconhece as letras, apresenta resistência à leitura, à escrita, ou ambas, lentidão para reproduzir graficamente as letras aprendidas, troca algumas letras (p/b; f/v; g/q; d/t; ch/j; b/d; q/p), quando lê ou escreve, omite, distorce, troca, junta ou separa letras ou palavras. 

   Em alguns casos, estas crianças, diante das situações de leitura/escrita apresentam reações como sono, dor de cabeça, dor abdominal, ou desatenção e desinteresse.


   As crianças de risco para dificuldades escolares posteriores devem ser submetidas à avaliação fonoaudiológica, psicopedagógica, psicológica e se for necessário, programas de atendimento especializados devem ser elaborados para que estas dificuldades sejam minimizadas e facilitem a integração das mesmas no contexto escolar.