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Perda de memória:Você tem este hábito?

 


Dra. Pryscilla Mychelle S. Paula
Terapeuta Ocupacional
Especialista em Neuro-ortopedia e Geriatria 

 

   Ao chegar à terceira idade, nossa pele já não tem mais a elasticidade dos 20 ou 30 anos. Os cabelos e as unhas estão enfraquecidos. E juntamente com essas mudanças, nossa memória já não tem a mesma vitalidade de antes. Porém, a beleza e a juventude continuam presentes nas pessoas que atingem este ciclo de vida.

   Com o passar dos anos, a perda de memória é uma conseqüência inevitável do envelhecimento normal, porém, pessoas mais jovens, entre 50 e 60 anos estão apresentando sintomas de perda de memória, devido ao estresse, vida agitada ou início de comprometimento neurológico. Sendo assim, o indivíduo que apresentar estes sintomas necessita ficar atento.

   Atividades intelectuais previnem o aparecimento da perda de memória, que pode ocorrer após um acidente vascular encefálico, traumatismo crânio-encefálico, ou dependendo da pré-disposição do indivíduo, o "Mal de Alzheimer", doença degenerativa do sistema nervoso central, que afeta principalmente a memória, a linguagem e o comportamento.
   A audição e a visão são dois componentes importantes para um bom armazenamento de informações na memória. Caso estes sentidos apresentem algum tipo de deficiência, sugere-se uma avaliação médica.
   Os déficits cognitivos podem ocasionar limitações funcionais profundas. Além das alterações neurofuncionais, estes prejuízos provocam alterações em várias áreas do desempenho ocupacional. Os sintomas são: dificuldade de realizar atividades cotidianas, baixa atenção, raciocínio lento, pequenas falhas de memória como esquecer o que iria fazer em determinado momento várias vezes por dia, não completa ou não forma frases, entre outros.
  O objetivo da intervenção terapêutica é maximizar o nível de desempenho da pessoa motoramente, cognitivamente e socialmente, e minimizar o grau de confusão mental, bem como orientar o cuidador a auxiliar o paciente.

   A avaliação é realizada por um terapeuta ocupacional, e o tratamento visa técnicas de Reabilitação Cognitiva, que previne e/ou retarda o processo de evolução da doença. O procedimento do tratamento é através de atividades terapêuticas específicas, treino, estratégia, prática em múltiplas situações, raciocínio lógico, atividades perceptivas, atividades verbais, memorização, etc.

   Assim como o corpo necessita de exercícios, a memória necessita de estímulos diários para manter-se lúcida e ágil. Entre eles, está a leitura de jornais ou revistas, contando o que leu a outras pessoas, interpretando o texto, utilizando a atenção, etc.

   A pessoa que alcança a terceira idade e se aposenta não deve ganhar um sofá, por exemplo, e se acomodar, mas continuar sua vida ativa como antes, para a preservação da saúde física e mental.

   Este tratamento trará o paciente de volta à realidade e conseqüentemente sua independência, proporcionando-o assim, melhor qualidade de vida.

 Quem é o Terapeuta Ocupacional?

   O Terapeuta Ocupacional é um profissional da saúde que envolve o paciente em atividades destinadas a promover o restabelecimento e o máximo uso de suas funções, com o propósito de ajudá-los a fazer frente às demandas de seu ambiente de trabalho, social, pessoal e doméstico e a participar da vida em seu mais pleno sentido. Terapia Ocupacional é uma disciplina que diz respeito a pessoas com deficiência, déficit ou incapacidade física ou mental, temporária ou permanente.

   O Terapeuta Ocupacional promove o desempenho funcional do paciente através de avaliação, prescrição e aplicação de atividades terapêuticas selecionadas de acordo com as dificuldades, necessidades e projetos futuros. Determina quando necessário a adaptação ambiental, prescreve e confecciona órteses para potencializar as funções. 

   Os programas de Terapia Ocupacional são parte de serviços de saúde em hospitais (tratando desordens físicas e/ou mentais), hospitais-dia, centros de reabilitação, instituições geriátricas, programas de atenção domiciliar, escolas e clínicas especiais, reformatórios, programas nas comunidades e em outras organizações que provêem reabilitação e/ou serviços de prevenção, ambos dentro e fora do modelo médico. 

   O Terapeuta Ocupacional contribui para a reabilitação total do paciente em conjunto com outros membros da equipe de tratamento.